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Vantagens da mediação para escritórios de advocacia e departamentos jurídicos

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, um processo judicial pode tramitar por mais de 7 anos, o que resulta em uma média de 30 milhões de novos casos por ano. 

Diante desse contexto de gargalo e morosidade vivenciado pelo Poder Judiciário, as vantagens da mediação passam a ser consideradas por escritórios de advocacia e departamentos jurídicos, que a compreendem como uma forma de contribuir e gerar valor para o negócio de seus clientes. 

Acompanhe o artigo e descubra as principais vantagens da mediação para escritórios de advocacia e departamentos jurídicos de uma empresa.  

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O que é mediação?

A mediação consiste em forma alternativa de resolução de conflitos. O seu intuito é valorizar a autonomia da vontade das partes, que buscam resolver o problema sem o envolvimento de um terceiro (juiz ou estado).

Na mediação, cabe à figura do mediador ser imparcial e auxiliar as partes a chegarem a um consenso que seja interessante para ambas. 

Ao encontrar seu respaldo na Lei de Mediação n. 13.140/2015, apresenta como princípios a imparcialidade do julgador, isonomia entre as partes, autonomia da vontade das partes, boa-fé, etc. 

A mediação pode ocorrer ainda nas esferas: extrajudicial, judicial e pública. 

Vantagens da mediação para escritórios de advocacia e departamentos jurídicos

Participação ativa dos envolvidos 

Ao deixar de entregar para terceiro a decisão que solucionará o problema, na mediação as partes envolvidas atuam ativamente, o que representa uma conquista de maior controle na resolução do conflito.

Desse modo, é possível descobrir caminhos menos previsíveis e mais inovadores.

Com a mediação é garantida a possibilidade ao cliente  de resolver rapidamente o seu problema, sem a necessidade de entregar a terceiro o poder decisório. 

Também em razão disso que mediações tendem a ser mais efetivas quando comparadas às decisões que foram tomadas por terceiro. 

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Redução de tempo e custos

Inegável que uma das principais vantagens da mediação é a celeridade, podendo ser realizada sem a necessidade de peticionamento, através Centros Judiciários de Soluções de Conflitos e Cidadania – CEJUSC ou mesmo de forma online. 

Em razão de garantir a celeridade, além de terem maior controle sobre como o conflito será resolvido, são vantagens da mediação a economia de tempo e redução de custos para as partes envolvidas.

Experiência do cliente

As vantagens da mediação no que se refere à experiência do cliente podem ser notadas em dois sentidos. Vejamos cada um deles.

Na mediação é incentivado o diálogo entre as partes e a busca conjunta por uma solução baseada na comunicação, sendo esse meio de resolução de conflito uma forma de evitar o desgaste emocional dos envolvidos. 

Ainda, ao colocar a mediação como mais um meio para solução de problemas, o advogado se mostra parceiro do negócio, alguém que se preocupa em explorar as melhores possibilidades e que não se limita à dependência dos gargalos do judiciário.

Se antes os anos de tramitação eram aceitos com menos resistência, hoje se tornou latente que há outras formas mais estratégicas de resolver um problema, evitando gastos excessivos com despesas processuais e desgastes emocionais. 

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Experiência do cliente na advocacia: saiba como se destacar!

Advogado como parceiro de negócio

Quem acompanha os avanços da Advocacia 4.0 sabe que um dos principais diferenciais para advogados que querem se manter no mercado vem sendo a nova postura assumida por esses profissionais que desejam ser vistos como verdadeiros parceiros de negócio.

Em um contexto em que a elaboração de peças processuais e realização de atividades técnicas deixou de ser suficiente, a mediação mais uma vez aparece como vantagem para esses advogados que querem gerar valor para o negócio. 

A presença do advogado no momento da mediação, desde o incentivo à prática até a prestação de esclarecimentos e instrução das partes, vai além de garantir o equilíbrio de informações

Esse é mais um momento em que o profissional demonstra que sempre apresentará as opções que forem mais vantajosas para o negócio.

Desse modo, soma-se pontos na construção dessa relação entre advogado e cliente, que deve ter como principais pilares a confiança e parceria


Como vimos, as vantagens da mediação são inúmeras para as partes envolvidas, sendo essa uma forma alternativa de resolução de conflitos que poupa tempo e dinheiro, além de contribuir para a relação de confiança entre o advogado e seu cliente. 

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Dicas de carreira

Como contratar um bom advogado para o seu escritório?

Muitos gestores se frustram com a grande rotatividade em escritórios ou departamentos jurídicos, ou ainda, com arrependimentos após contratação de advogados que não suprem as necessidades da vaga. 

No artigo de hoje apresentamos dicas importantes para contratar o advogado ideal para o seu escritório ou departamento jurídico. Acompanhe! 

4 Dicas para contratar um bom advogado

Alinhamento de expectativa

No momento da contratação é essencial o alinhamento de expectativas entre o que a empresa espera do profissional e o que ele espera evoluir com essa experiência. 

Ao fazer perguntas como “onde você se vê daqui a 5 anos” é possível compreender o que o profissional pretende para a sua carreira, facilitando concluir se ele é ou não o advogado ideal para aquela vaga. 

Muitas vezes a remuneração ser atraente e o profissional estar em busca de um novo emprego fazem com ele demonstre interesse por vagas que não coincidem com aquilo que espera para sua carreira. 

Nesse momento, cabe a você na postura de gestor mapear se, por exemplo, uma possível mudança de área está acontecendo por curiosidade e desejo de ter novas experiências, ou se, na verdade, aquele profissional apenas está buscando um emprego e chegou no seu escritório sem ter afinidade com a área. 

Para compreender o que esse advogado está buscando é preciso uma análise do que foi dito em entrevista em combinação com a sua experiência destacada em currículo e, ainda, sua expertise demonstrada em prova técnica aplicada pelo seu escritório. 

Adequação ao perfil da vaga

Um erro que ocorre muitas vezes na contratação de profissionais é não mapear o perfil necessário para aquela vaga em específico. 

Ainda que possa ser um excelente profissional, experiente e com vontade de aprender, se as demandas da vaga não forem condizentes com a sua personalidade aumentam as chances de não adaptação. 

Exemplo disso é uma vaga que demande uma pessoa comunicativa, que goste de participar de audiências e do contato com o cliente e o advogado contratado seja do perfil que prefere produzir peças processuais e formular teses jurídicas. 

Mesmo que no momento da entrevista ele se demonstre aberto às novas atividades é possível que, em um futuro próximo, esse advogado busque novas experiências que façam mais sentido para o seu perfil. 

Trabalhe uma boa comunicação a todo momento 

Uma boa comunicação, como vimos, se inicia com um processo seletivo claro, com expectativas devidamente ajustadas e perfis de profissionais que são compatíveis com as demandas.

Após a contratação essa comunicação deve melhorar ainda mais, de modo a sempre acompanhar como esse profissional está sentindo seu papel dentro da empresa, se está entregando o esperado, bem como obtendo vantagens para seu desenvolvimento que superam a questão financeira. 

Como gestor jurídico não se esqueça de cumprir as promessas feitas e de manter o diálogo aberto para ajustes necessários que surgirem ao longo do caminho. 

Assim como você precisa que o advogado entenda o seu lado na posição de gestor, ele precisa que você entenda o dele, por isso uma comunicação clara e sincera pode fazer diferença na permanência desse profissional.

Vale dizer, ainda, que em modelos de trabalho como o agilismo, o que deseja o gestor é garantir a maior independência do quadro de advogados liderados por ele, de modo que o negócio funcione praticamente sozinho, contando com o gestor jurídico apenas para casos pontuais. 

Para isso é preciso de constante alinhamento com a equipe, garantindo que todos trabalhem com o mesmo objetivo. 

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E como atrair um bom advogado? 

Uma dica essencial para advogados iniciantes é o planejamento de carreira. 

Dentre as vantagens de ter uma carreira estruturada podemos citar a oportunidade de aprofundar o relacionamento com colegas de profissão e gestores jurídicos. 

Planejar a sua carreira jurídica também é uma forma de se demonstrar confiável e assumir gradativamente papéis de maior complexidade, responsabilidade e relevância

O que costuma acontecer quando não há um planejamento claro de carreira em escritórios e departamentos jurídicos é a contínua busca por novas oportunidades de emprego, o que faz com que esses advogados passem pouco tempo em empresas que não dispõem dessa oportunidade de crescimento. 

Segundo Eduardo Perroni, consultor no segmento jurídico, o ideal é que o profissional permaneça em um mesmo escritório ou departamento jurídico pelo período de 2 a 4 anos. 

Ainda que a possibilidade de novas vagas possam contribuir com o aumento da remuneração, observa o consultor que após determinado estágio da carreira torna-se necessária a demonstração de uma relação sólida e baseada na confiança, o que não seria possível quando o advogado passa apenas 6 meses em cada emprego. 

Além de não criarem vínculos mais duradouros com seus gestores, a mudança constante e não planejada, em que o advogado passa por diversos setores do Direito mas não aprofunda sua atuação, pode indicar para novas oportunidades ausência de foco e determinação daquilo que realmente se busca. 

Daí a importância do seu escritório dispor de vantagens nesse sentido, de modo que os seus colaboradores se sintam constantemente motivados, em busca do desenvolvimento pessoal e profissional, permanecendo na sua empresa e contribuindo para o crescimento do seu negócio.  

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Dicas de carreira

Mediação, conciliação e arbitragem: entenda as principais diferenças

Com o afogamento da máquina do judiciário brasileiro, a mediação, conciliação e arbitragem, meios alternativos de resolução de conflitos, passam a receber maior atenção dos profissionais do Direito. 

Acompanhe o artigo e descubra as principais diferenças entre os institutos, bem como as vantagens de considerá-los como medida alternativa ao ingresso no judiciário. 

Diferenças entre mediação, conciliação e arbitragem

Mediação 

A mediação se caracteriza pela participação de um terceiro imparcial a quem cabe que facilitar o diálogo entre as partes, sem que elas sejam por ele conduzidas. 

Ou seja, na mediação, em um primeiro momento, é garantida autonomia às partes para resolverem o conflito, sendo a participação do mediador no sentido de demonstrar os caminhos que podem ser seguidos para resolução do conflito. 

A mediação é assim um meio termo entre a negociação (em que cabe às partes resolverem o conflito sozinhas) e a arbitragem (em que um terceiro imparcial decide).

Conciliação

Não raro, a conciliação é confundida com a mediação, uma vez que ambas contam com a participação de um terceiro imparcial para auxiliar as partes na resolução do conflito. 

Ocorre que na conciliação, a participação desse terceiro é mais ativa, com direcionamento e sugestões, de modo que é possível dizer que ele conduz as partes a chegarem a um acordo. 

Como visto, na mediação o profissional apenas apresenta possibilidades e caminhos para resolução do acordo, assumindo abordagem mais sutil e sem direcionar de fato as partes. 

Assim, enquanto na conciliação o terceiro atua sugerindo de forma mais ativa, na mediação não cabe a ele propor as soluções, sendo sua atuação mais no sentido de viabilizar o diálogo entre as partes. 

Arbitragem

A arbitragem encontra seu regulamentação na Lei Federal nº. 9.307/1996.

Quando o terceiro participa ativamente, visando decidir o conflito, ele passa a ser chamado de árbitro, se a esfera for privada. Quando no judiciário, esse papel cabe ao magistrado. 

Para que a arbitragem seja uma possibilidade de resolução alternativa de conflito é preciso que ela esteja prevista pela cláusula compromissória ou pelo compromisso arbitral.

Em se tratando da cláusula compromissória, é preciso que em momento anterior ao litígio as partes garantam a sua previsão no contrato, de modo a autorizar, em momento futuro, possível resolução de conflitos por meio da arbitragem. 

Já quando a possibilidade de realização de arbitragem surge após a lide, passa-se a chamar de compromisso arbitral, que é aquele em que as partes, após o litígio, dispõem que a resolução do conflito será realizada pelo Tribunal Arbitral. 

Assim, diferente do que acontece na mediação e na conciliação, o terceiro que participa da arbitragem tem poder decisório, sendo sua função dizer a quem caberá o direito no caso concreto. 

Vantagens dos meios alternativos de resolução de conflitos

É chegada a hora de mudança no papel desempenhado por escritórios e departamentos jurídicos, de modo que o advogado deixe de ser considerado uma despesa para o negócio do seu cliente e passe a ser visto também como fonte de receita. 

Nesse sentido, atuar estrategicamente e sugerindo opções que vão além do judiciário se torna fator essencial para melhorias na experiência do cliente com o setor jurídico. 

Considerar os meios alternativos de resolução de conflitos é uma forma de garantir que o problema do cliente seja resolvido mais rápido, com menos desgaste emocional e, ainda, de maneira menos custosa. 

É por isso que a mediação, conciliação e arbitragem devem ser ponderadas como uma ferramenta para deixar os clientes mais satisfeitos, resolvendo seu problema mais rápido e com mais autonomia, sem a necessidade de envolvimento do judiciário. 

Contribui-se, assim, para uma relação baseada na confiança de que o advogado atuará da melhor forma, percebendo como uma das vantagens a fidelização desse cliente, que passa a considerar uma nova contratação quando lembra da agilidade com que seu problema foi solucionado. 

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Advocacia do futuro

Planejamento estratégico do seu Marketing Jurídico: conquiste seus clientes em 5 passos

Gerar valor para os seus clientes, atraindo e facilitando o momento de conversão na contratação são alguns dos objetivos que levam escritórios de advocacia a investirem cada vez mais no seu marketing jurídico. 

Para se destacar em ambiente digital e conquistar novos clientes é preciso planejar o marketing do seu negócio de forma estratégica e hoje trouxemos 5 dicas para ajudar o crescimento do seu negócio. Acompanhe! 

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Não negligencie a sua base de clientes atuais

A primeira dica para alavancar o seu marketing jurídico diz respeito à importância da base de clientes que o seu escritório já possui atualmente. 

Sabemos que cada advogado possui sua especialidade ou as áreas que mais tem afinidade, mas antes de iniciar novas etapas do marketing de conteúdo é interessante voltar o olhar para aqueles clientes que já são de casa e talvez precisem de assessoria em outros ramos do Direito. 

Uma forma de viabilizar esse suporte sem que a estrutura do escritório seja alterada é através da realização de parcerias com outros advogados. 

Assim, ainda que indiretamente, é possível solucionar todos os problemas jurídicos de um determinado cliente, que sabe que poderá contar com o suporte do seu escritório ou de advogados de sua confiança que atuam em outras áreas do Direito. 

Essas vantagens são sentidas pelo seu escritório, pelo advogado parceiro e, acima de tudo, pelo cliente, que passa a contar com a sua ajuda para todos os problemas que surgirem, contribuindo para a fidelização e construção de um relacionamento a longo prazo, baseado na confiança e prestação de serviço de qualidade. 

Defina quem é a sua persona 

Persona é um conceito mais específico que público-alvo, podendo ser definida como o cliente ideal para o seu negócio.

Para que o marketing de conteúdo garanta bons resultados é preciso que ele seja direcionado para o cliente ideal, de modo que a estratégia deve ser voltada para essa persona. 

A persona do seu escritório deve ter nome fictício, profissão, idade, estilo de vida e outros adjetivos que ajudem a compreender as suas dores.

Ao conseguir visualizar quem é o seu cliente e quais são seus principais problemas, você começará a direcionar o seu marketing jurídico no sentido de apresentar soluções para esses respectivos problemas. 

Além disso, a depender de quem é o seu cliente ideal, a linguagem utilizada poderá ser mais ou menos formal, conversando mais com uma pessoa física que é consumidora ou com um empresário preocupado em gerir os problemas trabalhistas e tributários do seu negócio. 

Não definir quem é a sua persona faz com que o seu marketing seja executado sem planejamento e estratégia, inviabilizando ou tornando mais difícil a obtenção de resultados positivos. 

Escolha de palavras-chave

Ao compreender quem é a sua persona se torna mais fácil prever quais assuntos despertam seu interesse ou são capazes de facilitar algum problema no seu dia a dia. 

A partir disso, passa-se a escolha de palavras-chave, momento em que são elaborados os possíveis temas a serem tratados pelo marketing de conteúdo. 

Para escolher as palavras-chave relevantes para seu negócio o seu marketing jurídico deve atuar estrategicamente e a partir de dois fatores. 

O objetivo é contribuir para o crescimento de tráfego no seu site, atraindo mais visitantes interessados e propensos a futura contratação.  

O primeiro fator a ser considerado é o seu nicho de atuação, partindo de problemas que podem ser solucionados pelos seus serviços e que costumam fazer parte do dia a dia do seu cliente.

Você pode ter como primeiros insights dúvidas que são constantes aos seus clientes e acabam se repetindo no seu escritório. 

A ideia é que esse conteúdo seja relevante para a sua persona e se conecte com ela, independente da etapa da jornada de compra em que ela se encontre. 

Já o segundo ponto é o volume de buscas daquela palavra-chave nos mecanismos de busca como o Google e Yahoo. 

Há diversas ferramentas que apresentam quantas vezes determinada palavra-chave foi procurada e a análise desses números auxilia no entendimento daquilo que causa maiores questionamentos. 

Faça um teste com o Ubersuggest ou Semrush, por exemplo, e descubra qual volume de busca para termos como LGPD. 


Ferramentas de palavras-chave para insights do marketing jurídico
Ubersuggest: ferramenta de palavras-chave

Vale dizer ainda que apostar nessas ferramentas é uma forma de ter ideias para futuras pautas, já que são apresentadas palavras-chave relacionadas que também podem fazer sentido para o seu negócio. 

Visualize a jornada de compra

Ao planejar o conteúdo que será produzido é essencial visualizar qual a jornada de compra da sua persona, ou seja, qual o caminho que ela precisa seguir até descobrir que o seu escritório pode auxiliar na resolução do seu problema. 

Na etapa do topo de funil de vendas, por exemplo, o seu cliente sequer tem conhecimento de que possui um problema a ser resolvido. 

Nesse momento o ideal é que o seu escritório produza conteúdo que contribua com o seu aprendizado e descoberta, sem falar diretamente dos serviços que você presta.

Exemplo disso seria a escrita de um artigo divulgando uma decisão favorável ao contribuinte, expondo argumentos que podem ser utilizados para que determinado direito seja concedido.

Ao ensinar o seu cliente com assuntos que sejam de seu interesse, seu escritório acaba por ganhar confiança, sendo uma fonte de conhecimento em um primeiro momento e abrindo portas para uma possível contratação no futuro.

Isso sem falar no fato de contribuir com o papel social de advogado, que leva conhecimento aos cidadãos e alerta para direitos que devem ser garantidos pelo judiciário. 

Estando a sua persona ciente da existência de um problema, no meio de funil o conteúdo produzido já é voltado para a apresentação de soluções, momento em que os seus serviços podem ser citados dentre as opções possíveis.

Por fim, no fundo de funil busca-se destacar os benefícios de contratar os seus serviços para garantia de determinado direito, demonstrando sua expertise na área e o seu diferencial perante a concorrência. 

Quando o marketing jurídico é planejado no sentido de acompanhar o seu cliente em toda sua jornada de compra, ele passa a ser sua fonte de pesquisa ao longo desse caminho. Na prática, isso contribui para crescerem exponencialmente as chances do seu escritório ser contratado quando esse cliente decidir resolver seu problema. 

Divulgação do conteúdo

Depois de pronto, seu conteúdo precisa ser divulgado, de modo que ele alcance o máximo de clientes qualificados para o seu negócio. 

Essa divulgação pode se dar organicamente (sem custos) ou através da mídia paga, que se verifica quando os posts são patrocinados e impulsionados de forma segmentada, filtrados os interesses e características dos usuários. 

Nesse contexto, as redes sociais devem ser encaradas não como único canal de comunicação com seus clientes, mas também como uma forma de distribuição de conteúdo, sendo mais um meio de atração para assuntos foram discutidos mais profundamente em outros formatos (como artigos de blog, podcasts).

Uma vez que o site do seu escritório se encontra com conteúdos de qualidade e que são interessantes para a sua persona, chega o momento de utilizar as redes sociais como forma de divulgar esse mesmo conteúdo em diversos formatos e novas chamadas.

Um artigo de blog pode ser desmembrado em vários posts para o Instagram, Facebook e Linkedin, sendo uma forma de viabilizar que mais pessoas tenham contato com o seu escritório. 

Nutrição do relacionamento com o seu cliente

Nutrir o relacionamento com o seu cliente é outra etapa do marketing que não pode ser deixada de lado. 

Encaminhar uma sequência de e-mails após baixar um material gratuito, por exemplo, é uma forma de se fazer lembrar, sempre deixando claro para a sua persona que ela poderá contar com os seus serviços. 

Como exemplo podemos citar o empresário que baixa um checklist com os direitos trabalhistas que ele deve respeitar na contratação dos seus funcionários. 

Após esse primeiro contato é interessante que ele continue recebendo conteúdo relacionado ao tema e que vá contribuir de alguma forma com o seu problema. 

Enviar a essa base novos artigos produzidos, posts de redes sociais, podcasts e vídeos é uma forma de continuar agregando valor e nutrindo esse relacionamento que no futuro pode converter para o fechamento de um contrato

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Dica bônus para o seu Marketing Jurídico

Além de todas as dicas de hoje, outro ponto essencial para conquistar e fidelizar é deixar claro à sua clientela quais são os diferenciais de ter o seu escritório como parceiro. 

Uma forma que vem sendo encontrada por escritórios e departamentos jurídicos para demonstrarem o seu valor é através do investimento em tecnologia. 

Somando aos anos de expertise, especializações e prática forense, a análise de dados com uso de inteligência artificial vem sendo um grande diferencial de profissionais que comprovam a constante busca pela modernização e qualidade dos seus serviços. 

Nesse contexto, a jurimetria, que consiste na aplicação das estatísticas dos dados ao Direito, possibilita que advogados atuem de forma mais assertiva, baseado em números estratégicos e em informações que só são acessíveis em razão da tecnologia.

Com uso de ferramentas como essa é possível responder os questionamentos feitos pelos clientes, viabilizando que teses sejam elaboradas com maior segurança e que a atuação do profissional seja orientada pelos dados de processos disponíveis nos sites dos tribunais.  

Saiba como a jurimetria pode ajudar o seu marketing jurídico baixando aqui guia gratuito sobre os seus benefícios.

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Dicas de carreira

A mulher na advocacia: conquistas e desafios na luta pela igualdade

Em 2019, a mulher na advocacia representava 49% do total de inscritos na OAB. Por sua vez, na jovem advocacia as mulheres já são a maioria, representando 64% dos inscritos na OAB.

Por outro lado, elas não ocupam os maiores cargos e também representam número reduzido quando comparado aos advogados que são chamados para constituição de sociedade em escritórios de advocacia. 

Acompanhe o artigo e descubra alguns números que demonstram que, embora o avanço na carreira da mulher advogada seja uma realidade, ainda há muito a ser feito pela conquista diária de mais espaço e crescimento profissional. 

A mulher na advocacia: conheça as principais vitórias e desafios

Mulheres representam maioria na jovem advocacia

Atualmente, no que se refere ao números de mulheres na advocacia, as advogadas com até 25 anos representam 64% dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil, sendo a confirmação de que a jovem advocacia é predominantemente formada por mulheres. 

O número corresponde a um reflexo de pesquisa realizada em 2014 pelo Observatório do Ensino do Direito que concluiu que, no que se refere ao ensino superior no curso de Direito, 54,9% dos alunos eram do gênero feminino e 45,1% do gênero masculino.

Direitos da advogada gestante, lactante ou adotante

Foi apenas em 2016, ou seja, há 4 anos, que a advogada passou a ter seus direitos garantidos quando na condição de gestante, lactante ou adotante. 

Dentre os direitos garantidos, a partir desse ano os prazos processuais são suspensos por 30 dias após o nascimento ou adoção dos filhos.

Plano Nacional da Mulher Advogada

O Plano Nacional da Mulher Advogada teve início provimento 164/2015, momento em que foram criadas ações para garantir o crescimento da participação da mulher e garantia de direitos.

Buscou-se com a sua criação incentivar a valorização da mulher, garantindo seu direito à maternidade e possibilidades de crescimento na carreira. 

Presença na OAB

Em setembro de 2018, o regulamento interno da Ordem dos Advogados do Brasil contribuiu para o crescimento da presença feminina quando tornou obrigatório que para ser admitido o registro de chapas seria preciso que atendessem o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidatura de cada sexo. 

Presidência do Conselho Federal da OAB 

Da sua fundação, em 1930, até hoje a OAB nunca foi presidida por uma mulher. 

Quando consideramos as seccionais espalhadas pelo Brasil, a representatividade existe, mas ainda é bastante tímida, uma vez que só ocorreu 9 vezes em praticamente 90 anos. Em 19 Estados, a predominância é feminina na vice-presidência. 

Predomínio masculino nas sociedades e cargos de liderança

Ocorre que, em se tratando da atuação em escritórios jurídicos, as advogadas costumam ocupar a base da carreira, havendo maior dificuldade em se tornarem sócias quando em comparação com advogados. 

Uma vez que os homens costumam atuar nas maiores causas e possuírem cargos de maior destaque, também em razão da maternidade advogadas acabam migrando para departamentos jurídicos, que possibilita maior equilíbrio entre a sua vida pessoal e profissional.

Nesse sentido dispôs Patrícia Tuma Martins Berto:

“Outras tantas abandonam o escritório, preferindo trabalhar em departamentos jurídicos de empresas, onde há uma jornada de trabalho delimitada, possibilitando melhor conciliação entre demandas familiares e profissionais”

Sororidade no Direito

A primeira mulher a ingressar na OAB, em 1906, foi Myrthes Gomes de Campos e, considerando que até hoje as dificuldades ainda são nítidas, imagine à época, quando ela foi pioneira na luta pelos direitos da mulher 

Um ponto essencial é que muitas mulheres ao conseguirem um salto na carreira acabam por justificar o sucesso com a meritocracia, deixando de apresentar as dificuldades do caminho, o equilíbrio entre a profissão e maternidade e as resistências enfrentadas. 

Essencial para ajudar mais mulheres a conquistarem lugar de poder é contribuir para a valorização de outras mulheres, de modo a ser formada verdadeira rede de apoio.

Como vimos, há muito a ser feito. Ainda assim, os números demonstram que as mulheres são praticamente metade dos membros inscritos na OAB, dado que deve ser encarado como força e possibilidade de mudança. 

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