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Conheça as 8 principais características de um bom advogado

Você sabia que, em outubro de 2019, o número de advogados no Brasil já superava 1,1 milhão? Em um mercado extremamente competitivo como esse, é mais do que necessário conhecer as características de um bom advogado e desenvolvê-las ao longo da trajetória profissional.

Se você imaginava que, para atuar como advogado, era preciso apenas se concentrar em conhecer de cor as premissas da Constituição ou do Código Penal do país, você precisa ler este artigo.

Nele, abordaremos 8 características de um bom advogado para fidelizar clientes, conquistar espaço no mercado e construir uma reputação de respeito no meio jurídico. 

Boa leitura!

Características de um bom advogado

Para ser um bom profissional de direito, é preciso unir algumas características-chave que vão além do conhecimento técnico. A seguir, você confere 8 características de um bom advogado. 

1. Conhecimento aprofundado

Essa dica nós já demos logo na introdução: o conhecimento jurídico deve ir muito além das cadeiras acadêmicas. Conhecer  leis e doutrinas é o requisito básico para exercer a profissão. Mas, para se destacar, é preciso ir além.

Por isso, se tem interesse na carreira, saiba que, depois da graduação, ainda haverá um longo caminho para percorrer. Neste caso, estamos falando de especializações, cursos livres, palestras e oportunidades de se aprofundar no assunto de maior interesse. Dessa forma, é possível desenvolver a capacidade de analisar uma mesma questão sob diferentes perspectivas. 

Outro ponto que merece atenção é o uso de dados no escritório de advocacia.

Considerando a quantidade de dados que temos acesso hoje e, ainda, a capacidade da tecnologia de cruzá-lo para obtenção de respostas, seria desperdício não utilizá-los.

Quer dicas sobre como aproveitar os dados disponíveis no seu escritório? Leia o artigo:

3 Dicas para se tornar um(a) advogado(a) data driven

2. Comunicação fluida e efetiva

Outra característica de um bom advogado diz respeito à sua capacidade de se expressar.

Além de garantir o êxito nos processos que acompanha, uma boa comunicação faz com que ele estabeleça uma relação de confiança e transparência com seus clientes.

Nessa dica, há também um pulo do gato: dominar o chamado juridiquês é importante, mas saber falar com clareza e expressar de forma simples aquilo que quer dizer é ainda mais. 

Entretanto, se você não tem o dom da comunicação fluida, mas deseja seguir os caminhos do direito, não se preocupe.

O mercado oferece uma série de cursos e treinamentos focados no desenvolvimento da oratória e expressão corporal; alguns deles voltados exclusivamente para o ambiente jurídico.

Visando melhorar a comunicação entre advogado e cliente, destacamos o Visual Law, uma ferramenta que se propõe a facilitar a compreensão por parte do cliente, contribuindo para uma experiência positiva.

3. Visão estratégica

O trabalho de um bom advogado nunca se concentra apenas no caso atendido. Além disso, é preciso considerar inúmeros fatores externos para exercer a profissão com visão estratégica e capacidade de planejamento lógico. 

Se o seu objetivo for empreender e abrir um escritório, por exemplo, a visão estratégica ganha um ar ainda mais essencial. Nesse caso, é preciso incluir uma profunda pesquisa de mercado, com:

1. Análise da concorrência;

2. Avaliação do comportamento do consumidor;

3. Estudo dos fatores de influência no sucesso ou insucesso de iniciativas semelhantes. 

Um ponto importante para ter em mente aqui é que, independentemente de sua escolha profissional como advogado, é essencial trabalhar com metas e objetivos atingíveis e alinhados à realidade. E isso só é possível com a construção de uma estratégia eficiente.

4. Comportamento ético

Em consonância com o que diz o advogado americano Henry Drinker em seu artigo “The Ethical Lawyer”, publicado em 1954, um advogado não tem comportamento ético por simplesmente obedecer às leis. Tampouco isso ocorre simplesmente por deixar de adotar comportamentos pelos quais ele poderia ser repreendido pela Corte ou por uma comissão de ética.

Na verdade, um advogado deve ser considerado ético justamente quando sua boa conduta vai além do que dita as regras, se tornando intrínseca ao seu preparo profissional e ao seu caráter.

5. Paixão pelo que faz

A carreira jurídica, ainda mais do que outras no mercado, exige uma grande identificação entre o profissional e as atividades realizadas.

Por isso, se seu objetivo é pura e simplesmente ganhar dinheiro, nossa recomendação é de que repense seus passos profissionais. Gentileza, atenção e prazer em ajudar são algumas das características de um bom advogado que só vêm quando o trabalho é feito com verdadeira paixão.

6. Empatia

O trabalho da área jurídica requer o desenvolvimento de uma capacidade muitas vezes subjugada: a empatia.

Em linhas gerais, ter empatia é ser capaz de colocar-se no lugar do outro em um sentido profundo, entendendo dores e motivações e enxergando muito além da simples história contada.

Dessa forma, e não à toa, a empatia é o primeiro item mencionado pelos autores Douglas Linder e Nancy Levit em sua obra “The Good Lawyer: Seeking Quality in the Practice of Law”, publicada pela Oxford University Press, na qual citam 7 qualidades do bom advogado.

Segundo os autores, a empatia permite entender os interesses dos clientes e contar histórias de forma mais convincente e poderosa, ganhando sua apreciação e fazendo com que se sintam verdadeiramente valorizados.

Ser empático, portanto, pode sanar uma das maiores sensibilidades do relacionamento advogado-cliente: a sensação de frieza transmitida pelos profissionais. Tal sensação pode gerar, nos clientes, o sentimento de desvalorização e de que o profissional “não se importa” verdadeiramente com o problema alheio.

É essencial, entretanto, que o exercício da empatia jamais seja tomado como verdade absoluta, para que não interfira no julgamento lógico do profissional e em sua tomada de decisão.

Quer saber mais dicas sobre experiência do cliente na advocacia? Veja também!

Por que advogados deveriam investir no Visual Law?

7. Capacidade de se reinventar

Ter um trabalho dinâmico exige a capacidade de reinvenção. Encarar situações que não correrão conforme o planejado será algo natural, e, para lidar com isso de forma simples, é preciso saber mudar a rota e traçar rapidamente um outro plano de ação. 

É muito importante que o advogado consiga criar diferentes cenários e maneiras de estar próximo do dia-a-dia dos clientes e dos casos atendidos,  conduzindo a tempo estas pequenas mudanças de percursos.

Afinal, novas estratégias e novos métodos de trabalho aparecem de repente e o tempo todo. É fundamental ter flexibilidade para dialogar com todas as mudanças e filtrar o que realmente impacta no trabalho. 

8. Atenção às novas tecnologias

Estar atento à evolução das ferramentas digitais vai, aos poucos, se tornando uma obrigação do profissional que busca diferenciação, seja qual for o setor em que atua.

No direito, as soluções tecnológicas disponíveis integram etapas do trabalho, facilitam a gestão do conhecimento por todos os envolvidos em um processo e fornecem informações jurisprudenciais que podem auxiliar no encaminhamento de diversas questões.

Se você deseja entender como a Inteligência Artificial vem sendo aplicada ao Direito, aproveite para baixar o e-book gratuito!

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A plataforma da Turivius, por exemplo, integra soluções de pesquisa jurisprudencial inteligente, jurimetria e gestão do conhecimento jurídico em uma única ferramenta.

Nossa tecnologia te permite investir seu tempo no que realmente importa: estudar teses jurídicas novas e atender melhor o seu cliente. É ideal como uma introdução ao mundo jurídico digital e pode te ajudar a desenvolver algumas importantes características de um bom advogado ou advogada.

Quer conhecer melhor a Turivius? Peça uma demonstração com um de nossos especialistas.

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7 filmes com temas jurídicos (e 2 séries) que todo advogado deve assistir

O aprendizado de um advogado vai muito além das cadeiras da universidade. Existem lições valiosas no dia a dia da profissão, na conversa com profissionais mais experientes e até nas telas (do cinema ou da televisão). Pensando nisso, preparamos uma lista completa com alguns dos filmes com temas jurídicos que todo advogado deve assistir. 

São 7 obras cinematográficas e 2 séries atemporais que provocam reflexões e inspiram a prática do direito. Mesmo se tratando, em sua maioria, de filmes estrangeiros, as obras abordam temáticas universais e contribuem para a formação de profissionais mais justos e empáticos.

Ficou curioso? Então prepare a pipoca e conheça os filmes selecionados!

1. Questão de Honra

Quem acompanha os lançamentos cinematográficos pela internet sabe bem que o IMDb (Internet Movie Database) é um dos portais de maior credibilidade em termos de avaliação da qualidade das obras.

Questão de honra, lançado em 1993 no Brasil, é a primeira indicação da nossa lista de filmes jurídicos, e é detentor de um 7,7 na plataforma (o que representa uma avaliação alta, se levarmos em conta o padrão de exigência dos espectadores).

No filme, após a morte de um soldado em na base militar de Guantánamo, atacado por dois colegas da corporação, uma suspeita é levantada: seria este o caso de um “alerta vermelho”, espécie de punição extra oficial na qual um oficial ordena a seus subordinados que castiguem um soldado por algum desvio de comportamento?

O caso chega aos tribunais e para nas mãos de um jovem advogado (interpretado por Tom Cruise), que resolve não fazer nenhum tipo de acordo e tentar descobrir a verdade por trás do misterioso acontecimento, desafiando a hierarquia militar há tanto estabelecida e confrontando os “peixes grandes” da cadeia de comando da corte mais imponente do planeta. 

Nota no IMDb: 7,7

Assista ao trailer do filme Questão de Honra:



2. O Júri

Outro filme bem avaliado no IMDb, O Júri fala sobre influência, manipulação e corrupção dentro dos tribunais. 

Na obra, uma viúva decide entrar com um processo na justiça contra a empresa de armamentos Fix Boarns Fire Arms, pedindo uma indenização milionária pela morte de seu marido.

Para defendê-la, ela contrata o advogado Wendell Fohr (vivido pelo grande ator Dustin Hoffman). Porém, Fohr precisará enfrentar Rankin Fitch (interpretado por Gene Hackman), um especialista em manipular a seleção de jurados de forma a garantir de antemão sua vitória no julgamento.

Porém, o que Fohr e Fitch não contavam é que um dos jurados, Nicholas Easter (John Cusack), também tem seus planos para manipular o júri. E, com o apoio de Marlee (Rachel Weisz), passa a chantagear a dupla em um complexo jogo de intrigas e revelações.

Nota no IMDb: 7,1

Veja o trailer do filme O júri:



3. A vida de David Gale

Lançado em 2003, o filme A vida de David Gale é um dos excelentes filmes com temas jurídicos que levam à reflexão. Neste caso, a reflexão sobre a pena de morte.

A história acompanha a trajetória de um professor de filosofia, ativista contra a pena de morte, que se vê condenado à pena capital pelo estupro e morte de uma colega de trabalho. Além de tratar do empenho do condenado em provar sua inocência., A vida de David Gale também provoca questionamentos sobre os meios jurídicos utilizados e o próprio sistema judicial que condenou o professor. 

Nota no IMDb: 7,6

Trailer do filme A vida de David Gale:



4. Tempo de Matar

Tempo de matar foi lançado em 1996, mas ainda trata de uma temática bastante atual, motivo pelo qual deve ser assistido por advogados e estudantes de direito.

O mote do filme é o questionamento à clássica pergunta “os fins justificam os meios?”, e as reflexões sobre quais as circunstâncias em que alguém pode burlar o sistema judicial e fazer justiça com as próprias mãos.

Para abordar o tema, que passa também pela questão do preconceito racial, o  filme nos apresenta ao advogado Jake Tyler Brigance, vivido pelo vencedor do Oscar Matthew McConaughey, designado para defender um homem que burlou o sistema judicial e agiu por meio da citada “justiça com as próprias mãos”, ao matar os dois responsáveis pelo estupro de sua filha de 10 anos.

Nota no IMDb: 7,5

Trailer do filme Tempo de Matar:



5. Philadelphia

O filme Filadélfia conta a história de um promissor advogado, Andrew Beckett, vivido por Tom Hanks, que é portador do Vírus HIV e homossexual, e que começa a obra como funcionário de um famoso escritório da Filadélfia. 

Após ser demitido pela empresa, Andrew contrata os serviços de seu colega de profissão, Joe Miller (Denzel Washington), que era homofóbico.

A produção fala sobre a batalha entre o preconceito de Joe e seu desejo de justiça em favor de Andrew, e foi uma das primeiras obras de Hollywood a tratar abertamente temáticas como a AIDS.

Nota no IMDb: 7,7

Trailer do filme Philadelphia:



6. Um sonho de liberdade

Um sonho de liberdade é um dos filmes clássicos da história do cinema mundial. Se você já assistiu, considere a opção de ver novamente ou indicar a obra a alguém. O importante é disseminar ao máximo as abordagens e provocações feitas na obra, que teve 7 indicações ao Oscar no ano de 1995.

A grande temática abordada no filme é a fragilidade do sistema prisional dos Estados Unidos, que abre precedentes para traçarmos, também, uma relação entre os desvios e falhas que também acontecem no Brasil.

Na obra, Andy Dufresne, vivido por Tim Robbins, é um banqueiro de sucesso que é condenado injustamente à pena perpétua pelo assassinato de sua esposa e seu amante. Mandado para presídio famoso — e temido —  do Maine, Andy aos poucos conquista a amizade de Red, um veterano vivido por Morgan Freeman.

A partir daí, o filme dá uma verdadeira aula sobre a realidade nos presídios americanos, trazendo à tona fatos como a corrupção e a relação de violência (e respeito) entre os detentos.

Nota no IMDb: 9,3

Trailer do filme Um sonho de liberdade:



7. Carandiru

Aqui está um filme nacional que não poderia deixar de figurar em nossa lista de filmes com temas jurídicos imperdíveis. Carandiru, lançado em 2003, repercutiu internacionalmente em razão da dureza e fidedignidade com que os argumentos foram utilizados na obra.

Apesar de não abordar o trabalho jurídico de forma direta, o filme é um retrato do sistema carcerário brasileiro, e traz à tona uma série de possibilidades de análise sobre os princípios constitucionais dos presidiários ali apresentados e às dificuldades e entraves encontrados para garantir o cumprimento destes princípios.

Nota no IMDb: 7,6

Trailer do filme Carandiru:



Bônus: séries jurídicas de tirar o fôlego

Se sua sede por conhecimento for além das obras cinematográficas, temos duas dicas de séries recentes que causaram grande repercussão pela forma como abordam questões jurídicas complexas e delicadas.

Olhos que condenam

A microssérie da plataforma Netflix aborda um dos casos mais emblemáticos da história norte-americana: a condenação e prisão de cinco jovens negros do Harlem (bairro americano) sob falsa acusação de estupro de uma mulher no Central Park, no ano de 1989.

Sensível e brutal, a série fala sobre erro judiciário e sobre os limites do direito de punir, além de evidenciar o tamanho da força e influência do Estado e a desigualdade das estruturas jurídicas disponíveis no contexto.

Nota no IMDb: 9,0

How to get away with murder

Possivelmente uma das séries de advogados mais famosa da atualidade, How to get away with murder (ou “Como se livrar de um assassinato).

A série se passa em uma renomada universidade na Filadélfia, onde a advogada criminal Annalise Keating leciona. A personagem escolhe cinco de seus alunos para um intenso programa de estágio, por meio do qual podem contribuir ativamente nos casos reais da advogada.

A trama se desenrola ao redor de casos de assassinato, nos quais o maior desafio é encontrar formas de se livrar das provas, contando com a ajuda de Annalise e suas apuradas técnicas de “como se livrar de um assassinato”.

Um dos pontos positivos da obra é que ela mostra com detalhes a rotina de um advogado criminal nos Estados Unidos, assim como os contrapontos importantes a se considerar para salvar o seu cliente, e em alguns casos, até a si mesmo.

Com cenas enérgicas e contagiantes, a série ficou famosa e figura entre as preferidas até mesmo de que nunca se interessou pela área de Direito.

Nota no IMDb: 8,1

Aliar o aprendizado profissional e acadêmico com a bagagem cultural trazida pelo cinema e pela televisão é uma boa forma de enriquecer as discussões interpretativas e enxergar temáticas por perspectivas diferentes. Com a nossa lista de melhores filmes com temas jurídicos, certamente os debates sobre aspectos jurídicos ficarão ainda mais interessantes!

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Educação e ensino jurídico

Os 8 melhores blogs jurídicos para todo advogado acompanhar

Ser um profissional de direito antenado e informado deixou de ser opção há algum tempo. Hoje em dia, com o dinamismo da informação em rede, conhecer os melhores blogs jurídicos e consumir conteúdo atualizado diariamente tornou-se uma obrigação.

Pensando nisso, preparamos uma lista com os 6 melhores blogs jurídicos que todo advogado deve acompanhar. 

Se você está iniciando sua graduação, prestes a realizar o exame da OAB ou já atua na área e quer adquirir mais experiência, este artigo é pra você! 

Fã de podcasts ou tem vontade de começar a explorar por estes caminhos? Saiba quais acompanhar este ano!

5 Podcasts jurídicos que todo advogado deveria acompanhar em 2021

Como saber quais são os melhores blogs jurídicos? 

Ao mesmo tempo em que democratiza a informação e facilita o acesso a informações que antes não estariam disponíveis, a internet também possibilita a criação de muito conteúdo com pouca credibilidade e confiabilidade nos dados apresentados. 

Por isso, é essencial ter um bom crivo na hora de escolher os canais para acompanhar. 

Nossos critérios de escolha para bons blogs jurídicos são: 

  • Trazer notícias constantemente atualizadas;
  • Ser um portal com credibilidade;
  • Oferecer conteúdo rico e multimídia (textos, vídeos, imagens etc.);
  • Aborda assuntos tanto de forma geral quanto específica.

A seguir, falaremos sobre os 6 melhores blogs jurídicos para seguir. Confira! 

1. Bernardo de Azevedo

Professor e advogado, Bernardo de Azevedo contribui para a comunidade jurídica abordando temas como Direito 4.0 e Futuro do Direito em seu blog.

Aproveite para ler o artigo em que o professor fala sobre como deverão ser as estações de trabalho no futuro. Vale mesmo a pena!

Como serão as estações de trabalho em 2030?

Conheça importantes blog jurídicos: Bernardo de Azevedo

2. ConJur

O portal Consultor Jurídico, ou ConJur, também é um dos melhores blogs jurídicos disponíveis. Traz atualidades, opiniões de profissionais de diversos segmentos do direito e informações categorizadas, além de uma livraria online com títulos recentes e clássicos da área jurídica. 

Na categoria Entrevistas, é possível ter acesso a conversas sobre diversas temáticas (como direito de defesa, atuação política ou ideias inovadoras) com advogados e profissionais de destaque no setor. 

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3. IBPT Educação

Se você atua na área tributária ou tem interesse no tema, o IBPT Educação é um excelente blog jurídico para acompanhar!

Com o objetivo de descomplicar o Direito Tributário, o IBPT Educação se propõe a auxiliar o advogado se aproximar do seu cliente, oferecendo conhecimento de qualidade e sem excessos de juridiquês.

IBPT Educação - blog jurídico que aborda temas de Direito Tributário

4. AB2L

O site da Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L) é uma ótima fonte de atualização para advogados que gostam de acompanhar o ecossistema das startups jurídicas.

Além de se manter informado sobre os temas mais recentes do Direito 4.0, acompanhar a AB2L é uma forma de ter insights sobre quais tecnologias podem ser utilizadas no seu escritório de advocacia.

Deseja entender como a visão de startups pode ser benéfica ao seu negócio? Leia o artigo abaixo!

Crescimento de escritórios de advocacia a partir da visão de uma startup

5. Turivius

Nesta lista também não poderíamos deixar de citar o blog da Turivius!

Aqui você encontrará artigos sobre Direito Tributário, Direito Digital, Tecnologia e Inovação, Empreendedorismo, marketing jurídico, gestão e muito mais!

Contamos com as colunistas e advogadas Ana Catarina Alencar, Morgana Alencar e Patricia Martinuzzo, contribuindo semanalmente com atualizações sobre os temas mais importantes do mundo jurídico.

Blog da Turivius

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6. Migalhas

O Migalhas é verdadeiro prato cheio para quem quer acompanhar informações jurídicas. Além de notícias e reportagens, o leitor pode acessar artigos, jurisprudência, agenda de eventos, consultar a legislação e muito mais. 

A intenção do portal é reunir todo tipo de informações jurídicas relevantes em um só lugar, contando com o apoio de colaboradores externos que alimentam as variadas sessões do site. 

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7. Âmbito Jurídico

Indo além de ser simplesmente um blog, o Âmbito Jurídico é, também, uma revista eletrônica

Isso significa que, além de oferecer notícias separadas por cadernos (como Direito Ambiental, constitucional, penal, biodireito, internet e informática, resenhas etc.), o portal dá acesso, também, a trabalhos e artigos, o que torna o Âmbito Jurídico uma excelente fonte de pesquisa para produções acadêmicas. 

Além disso, ao enviar um conteúdo para o site, é possível ganhar visibilidade e credibilidade profissional na internet ao mesmo tempo em que complementa o currículo lattes

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8. Justificando

O Justificando se define como um portal essencialmente jovem, que tem como objetivo se tornar a fonte de artigos e notícias jurídicas das gerações atuais e futuras que, com seu caráter questionador, buscam informações sob diferentes óticas e vieses. 

O próprio portal, em sua aba Apresentação, diz que deseja “influenciar aqueles que amanhã serão os juízes, ministras, promotores, advogadas e professores, como também plantar a semente do questionamento na mente das pessoas que já estão praticando o direito”.

Ficou curioso? Então acesse e confira as notícias, colunas, entrevistas e podcasts do Justificando! 

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Por que acompanhar blogs jurídicos? 

Ser um profissional atualizado nas notícias do setor e na forma como elas impactam em nosso país (e no mundo) é uma forma de se diferenciar dos demais profissionais.

Além disso, além de contribuírem para uma compreensão mais profunda sobre as nuances políticas e econômicas do país, os melhores blogs jurídicos também são ferramentas muito úteis para pesquisas complementares à rotina de trabalho. 

Se você gostou deste conteúdo e deseja acompanhar mais notícias e informações sobre o universo do direito, assine nossa newsletter e receba diretamente em sua caixa de e-mails nossos artigos sobre o tema! 

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Os rumos da advocacia: 5 dicas para advogados e advogadas em início de carreira

A profissão de advogado é uma das mais tradicionais e antigas do mundo. O que não quer dizer que não acompanha as tendências e novidades da era moderna. Portanto, manter-se atualizado e a par das inovações jurídicas é uma das principais dicas para os advogados em início de carreira.

Uma vez que a escolha da profissão já foi feita, é preciso imergir nas consequências e frutos positivos que dela surgirão. Para isso, estar preparado para o mercado e se atentar aos rumos da carreira são fórmulas essenciais para evitar eventuais frustrações e se ajustar ao perfil profissional típico de um operador do direito.

Veja aqui as mais relevantes dicas para os iniciantes na carreira da advocacia.

1. Desenvolva o gosto pela leitura

A primeira dica para advogados em início de carreira desta lista é desenvolver o gosto pela leitura. Se você ainda não se dedicou a isso, está na hora de começar. Ler é atitude elementar para aqueles que desejam ser bons advogados.

Todo mundo sabe que quem lê muito, escreve bem também e a escrita é uma ferramenta indispensável do advogado, o qual deve redigir boas petições a fim de ser claro, assertivo e exitoso em sua causa.

É a partir da leitura assídua da doutrina jurídica, de pareceres, das leis e normas, dos entendimentos jurisprudenciais em geral, que o advogado em início de carreira amplia seus conhecimentos técnicos, compreende de forma holística e abrangente o mundo em que vivemos, além de, claro, tornar-se íntimo do vocabulário jurídico, tão prolixo e complexo.

Portanto, assine blogs de conteúdos jurídicos, como o da Turivius, para receber conteúdos atualizados, mantenha-se a par das jurisprudências recentes e não deixe de equipar sua biblioteca com livros atualizados.

2. Repense a carreira a partir de métodos não tradicionais 

Hard skills são importantes, mas o aprimoramento das soft skills são fundamentais para advogados em início de carreira. 

Copiar e colar petições, atender às burocracias, ater-se ao que estritamente está previsto em lei, não são mais habilidades requeridas no mercado. Muito pelo contrário, segundo o blog jurídico LexisNexis, as habilidades desejadas para os profissionais da área jurídica giram em torno de eficiência, marketing e foco na percepção de geração de valor pelo cliente.

Ainda, de acordo com Richard Susskind, professor da Universidade de Oxford, presidente da Sociedade para Computadores e Direito e grande estudioso das inovações no mercado jurídico, é preciso ter a mente aberta, um olhar prospectivo, ser entusiasmado e engajado com as facilidades disponibilizadas pela tecnologia; ou, ao revés, terá que lutar para sobreviver caso se mantenha como um advogado convencional e despreparado para se adaptar à nova realidade.

A mudança na mentalidade é essencial para captar novas oportunidades e para implementar uma cultura de acesso amplo a um sistema tecnológico que proporcione soluções eficazes. 

3. Participe de congressos

Congressos e seminários jurídicos são ambientes férteis para ampliação do seu know-how e para creditar seu esforço em se manter atualizado.

O investimento em conhecimento é dos mais valorizados, principalmente no ramo da advocacia, em que teses jurídicas são constantemente alteradas e legislações são diariamente editadas a fim de solucionar os problemas rotineiros, determinar regras, impor limites, prever situações ilícitas, entre outros.

Com a facilidade de interação proporcionada pela Internet, até mesmo seminários online são válidos para auxiliá-lo a se tornar um profissional de excelência.

Inclusive, ser parte da nata intelectual é também uma oportuna chance de fazer networking e agregar contatos.

4. Aperfeiçoe sua habilidade de resolver problemas

Ser advogado, em termos mais corriqueiros, significa ser um solucionador de problemas.

Portanto, desenvolver habilidades como escuta ativa, empatia, proatividade, responsabilidade com o cliente, é essencial para se tornar um advogado competente.

Investir-se no mindset de colocar o problema do cliente como se fosse seu é talento inerente ao próprio exercício da profissão; não fosse assim, as causas seriam narradas de maneira superficial e vaga.

Atente-se ao fato de que não basta arrumar soluções abstratas para determinada situação apontada pelo indivíduo que busca pelos seus serviços. É preciso engendrar a melhor forma de defendê-lo ou ampará-lo, ainda que essa forma não lhe venha à cabeça de imediato.

É preciso se ater aos prazos, mas não se apresse em explorar as melhores e mais eficazes respostas para o caso em questão.

Para os iniciantes na carreira da advocacia, vale também o conselho: na dúvida entre alternativas eficientes de resolução dos problemas e opção pelo remédio jurídico que mais se ajuste ao caso concreto, peça ajuda a profissionais mais experientes e se oriente com quem já teve um contato mais aprofundado sobre o tema trazido.

E claro, se o caso tratar de tema totalmente alheio à sua área de domínio, não hesite em delegar ou indique o processo a um colega de profissão que detenha mais conhecimento a respeito do assunto.

Não é vergonha nenhuma declarar pela sua ignorância à matéria trazida. Vergonha mesmo é declarar que sabe sem saber e comprometer a vida do cliente, o qual, sem dúvidas, não irá mais buscar seus serviços numa próxima oportunidade.

5. Esteja a par das inovações tecnológicas e da ciência de dados aplicada ao Direito

Essa dica é a que mais salta aos olhos dos advogados e advogadas em início de carreira.

A incorporação de tecnologias no dia a dia do profissional não só demanda uma formação mais holística e “desbravadora” – como é denominado aquele que deseja adotar uma tecnologia para alterar a maneira como o serviço jurídico é prestado –, mas também oferece uma visão mais ampla e assertiva dos remédios jurídicos a partir da análise proposta pela ciência de dados e pelo uso de Inteligência Artificial.

O advogado em início de carreira deve estar disposto a se adaptar às soluções tecnológicas diariamente desenvolvidas a fim de prover um diagnóstico mais ágil, estratégico e estatisticamente mais assertivo aos seus clientes.E dentre as novas tecnologias disponíveis, a Turivius concentra em uma única ferramenta pesquisa jurisprudencial inteligente, estatística aplicada ao Direito (ou Jurimetria) e gestão do conhecimento jurídico. É uma tecnologia que te permite investir seu tempo no que realmente importa: estudar teses jurídicas novas e atender melhor o seu cliente. É ideal como uma introdução ao mundo jurídico digital para advogados no início de carreira. Peça um demo para conhecer melhor!

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Direito Tributário

O que você precisa saber sobre normas gerais de direito tributário

Visto por muitos como o ramo das Ciências Jurídicas mais complexo de todos, o Direito Tributário pode se tornar didático e instrutivo se começarmos a estudá-lo a partir das sua Normas Gerais.

o que estuda serviços jurídicos

Neste artigo, faremos uma breve análise sobre o tema ‘Normas Gerais do Direto Tributário’ de maneira a abordar o contexto da Legislação Tributária como um todo e a importância, para um estudante ou advogado tributarista, de manter sempre esses conceitos iniciais em mente.

Confira!

Em que consiste o termo ”legislação tributária”?

Segundo o artigo 96 do Código Tributário Nacional, ‘Legislação Tributária’ compreende:

·         Leis

·         Tratados e Convenções Internacionais

·         Decretos e Normas Complementares

Assim, quando houver menção expressa ao termo Legislação Tributária, é preciso ter em mente que ela não se refere apenas à Lei em sentido estrito, mas também aos demais atos normativos que cuidam de relações jurídicas de ordem tributária.

Inclusive as normas previstas na Constituição Federal e nas Emendas Constitucionais são enquadradas nesse conceito de Lei.

Indispensável lembrar que o Direito Tributário obedece também, ao princípio da Legalidade, previsto no texto constitucional, em seu artigo 150, o qual ensina que todo tributo deve ser instituído ou majorado por meio de Lei.

Uma curiosidade extra: no Brasil, ocorre o fenômeno da unicidade das casas legislativas. Isso quer dizer que cada ente da federação, por intermédio da sua casa legislativa, é responsável pela instituição e majoração dos tributos de sua competência.

Os tributos federais são instituídos por meio de lei federal criada no Congresso Nacional; os tributos estaduais são instituídos por meio de leis estaduais criadas nas Assembleias Legislativas; e os tributos municipais são instituídos por meio de leis municipais criadas pelas Câmaras Municipais.

Qual a diferença entre lei ordinária e lei complementar e o que isso tem a ver com as normas gerais de direito tributário?

Sem entrar em maiores detalhes a respeito de quórum de aprovação de cada tipo de lei, o que realmente interessa a esse artigo é atestar que a Lei Ordinária é o veículo, por regra, de matéria tributária, pois é o instrumento de instituição, modificação e extinção de tributos.

Os tributos ingressarão no ordenamento jurídico Brasileiro, como costume, por meio de Lei Ordinária.

Como toda regra tem sua exceção, alguns tributos só podem ser instituídos ou aumentados por meio de Lei Complementar. São eles:

·        Contribuição Social Residual

·        Empréstimo Compulsório

·        Imposto Sobre Grandes Fortunas (IGF)

·        Imposto Residual

Além desses quatro tributos, a Constituição, em seu artigo 146, determina que algumas matérias tributárias também só podem ser tratadas por meio de Lei Complementar, como por exemplo, estabelecer normas gerais em matéria tributária.

Por isso, o Código Tributário Nacional, redigido antes da Constituição de 88, tem, atualmente, status de Lei Complementar, uma vez que é ele que estabelece tais normas gerais.

Tratados internacionais se sobrepõem à legislação tributária interna?

Primeiramente, cabe aqui definirmos o que são Tratados Internacionais:

Os Tratados ou Convenções Internacionais são atos firmados entre dois ou mais Estados no intuito de estabelecer normas comuns a serem observadas no âmbito internacional.

Dito isto, os tratados em matéria tributária buscam, principalmente, evitar a denominada bitributação, ou seja, tributar duas vezes, por dois entes distintos, uma mesma situação, como por exemplo, a importação ou exportação de uma mercadoria ou a remessa de valores auferidos por um dos sócios de uma empresa ao exterior.

O artigo 98 do CTN estabelece que:

Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha.

Isso quer dizer que, se houver lei anterior de matéria tributária e o Presidente da República assinar um tratado sobre o mesmo tema, é o tratado que vigorará.

E mais: a jurisprudência entende que as Convenções Internacionais podem estabelecer, inclusive, modalidades de isenção de tributos estaduais e municipais, ainda que seja o Presidente da República o signatário do tratado.

Por fim, vale uma observação: a doutrina entende que, na realidade, os Tratados Internacionais não revogam, mas apenas suspendem a eficácia da lei interna. Isso porque, caso o tratado seja denunciado (extinto), a legislação pátria volta a vigorar.

Decretos têm poder de modificar leis?

Decretos legislativos são feitos pelo Congresso Nacional e passam a viger independentemente de sanção presidencial como ocorre com a Lei Ordinária, que deve passar pelo crivo do Executivo.

Já o decreto do executivo é ato normativo infralegal privativo do Chefe do Poder Executivo e tem cunho essencialmente regulatório.

Os decretos, de forma geral, são também fontes do Direito Tributário, mas são considerados inferiores à Lei e, portanto, jamais poderão contrariá-la ou extrapolar seus limites, conforme prevê o artigo 99 do CTN.

O que a Constituição permite, em seu artigo 153, parágrafo 1º, por meio de decreto do executivo, é a alteração de alíquotas de alguns impostos, como IPI e IOF, a fim de atender às demandas do mercado tendo em vista o caráter extrafiscal desses tributos – eles não se caracterizam por serem eminentemente arrecadatórios, mas por serem também reguladores de mercado.

Nessa mesma linha, o texto constitucional também autoriza, em seu artigo 177, parágrafo 4º, I, b, o Presidente da República a reduzir e restabelecer alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados (CIDE- Combustível).

Veja que nesses dois casos, tanto o do artigo 153 quanto o do artigo 177, não há criação de tributos, mas apenas um permissivo constitucional de flexibilidade de alíquotas.

Fontes secundárias do direito tributário – mais conhecidas como normas complementares

As normas complementares, como o próprio nome já diz, tem a função de complementar os tratados, os decretos e as leis (lembrando que estão sempre subordinadas a elas, não sendo possível alterá-las ou desrespeitá-las!).

Previstas no artigo 100 do CTN, são quatro as fontes secundárias do Direito Tributário:

·         Atos normativos das autoridades administrativas, como portarias, circulares, instruções;

·         Decisões com eficácia normativa, ou seja, aquelas ocorrem ao fim de um processo administrativo fiscal e a lei atribui a elas eficácia erga omnes (de observância obrigatória por todos os contribuintes);

·         Costumes, que nada mais são do que as práticas reiteradas da Administração ou sua interpretação repetida de uma norma jurídica, de forma a orientar o contribuinte sobre determinado tema;

·         Convênios, os quais são celebrados pelos entes federativos, visando facilitar a fiscalização e arrecadação.

Conclusão

As Normas Gerais de Direito Tributário preveem conceitos básicos e fundamentais para quem deseja se aprofundar no estudo dessa área das Ciências Jurídicas.

Saber as fontes de uma legislação específica é o primeiro passo de um caminho com embasamento teórico qualificado.

A Turivius é uma plataforma que concentra pesquisa jurisprudencial inteligente e estatística aplicada ao Direito (ou Jurimetria). Como dito acima, uma das principais fontes do Direito Tributário são as decisões jurisprudenciais. Essas decisões mudam constantemente, em uma velocidade muito maior do que as leis e normas. Com a Turivius você consegue pesquisar e gerenciar as decisões jurisprudenciais tributárias de forma muito mais rápida e eficiente. É a tecnologia transformando a forma de gerir processos, tempo e conhecimento. Entre em contato conosco e peça um demo.

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Direito Tributário

6 dicas para ser um bom advogado tributarista.

Se você acompanha nosso blog, certamente já sabe como funciona a vida de um advogado tributarista, não é mesmo? Se você tem interesse em enveredar por essa área, é fundamental saber, também, como ser um bom advogado tributarista

Isso significa que, para integrar um dos mercados mais promissores da atualidade, é importante seguir algumas dicas capazes de transformá-lo em um profissional completo, confiável e extremamente capacitado. Afinal, estará em suas mãos, como advogado tributarista, gerar caixa, cortar custos para seus clientes e compreender perfeitamente a complexa tributação brasileira. 

Quer saber como ser um bom advogado tributarista? Então leia nossas 6 dicas infalíveis! 

Como ser um bom advogado tributarista? 

Antes de qualquer coisa, precisamos deixar alguns detalhes claros: não existe uma fórmula mágica para entender como ser um bom advogado tributarista. 

Essa, assim como outras carreiras, exige muita dedicação, conhecimento e comprometimento para decolar. 

Entretanto, há, sim, algumas formas de sistematizar os objetivos de carreiras e transformá-los em metas que ajudam o profissional a se desenvolver e se consolidar como um bom advogado tributarista. 

O portal Migalhas, em artigo publicado em fevereiro de 2019, destacou a especialização em direito tributário como uma das mais promissoras para os próximos anos

Sabe o que isso quer dizer? 

Que os clientes estão cada vez mais conscientes da importância de um profissional que domine a complexidade  tributária do país e que seja, também, capaz de oferecer um serviço de qualidade. 

Vamos ao que interessa? Separamos 6 dicas de ouro para começar a trilhar uma bela carreira como advogado tributarista e construir uma reputação profissional de alto nível. 

1. Filtre sua área de atuação

Nossa primeira dica é que você defina a área em que deseja atuar. 

Ser um profissional generalista é interessante, mas ter conhecimentos aprofundados, especialmente no que diz respeito à complexa área de direito tributário, fará com que sua consolidação enquanto especialista aconteça de forma mais acelerada. 

Portanto, estude, dentre as três grandes áreas de atuação (consultivo tributário, contencioso administrativo  administrativo e contencioso judicial tributário), qual delas é mais afim a seus objetivos. Alternativamente, você também pode filtrar sua área de atuação por tipo de tributos, escolhendo, por exemplo, entre tributação direta ou indireta.

Feito isso, é hora de partir para a dica número 2. 

2.Especialize-se!

O trabalho de um advogado tributarista é inteiramente baseado em seu conhecimento de causa. Por isso, não basta ter afinidade com um tema. É preciso se tornar um verdadeiro especialista nele. 

Se sua escolha foi feita ainda na graduação, procure bolsas de pesquisa, projetos de estágio e cursos de aperfeiçoamento no segmento determinado. 

Depois da graduação, aproveite para investir em uma pós que amplie seu repertório na área específica, além de atualizar seus conhecimentos com aplicações práticas. 

Outra forma de se especializar é estudando por conta própria. Com a transformação digital, a internet se tornou a maior biblioteca do mundo, por meio da qual se pode acessar uma vasta gama de documentos, leis e informações. 

Se você se interessa pelos impostos aplicados no país, como o ICMS, Simples, IPI etc., pelas principais taxas públicas e privadas ou pelas contribuições sociais, busque conhecimento nos portais oficiais dos governos nacional, estadual e municipal e mergulhe fundo nos temas. 

3. Desenvolva sua visão de negócios

Um advogado tributarista invariavelmente precisa ser mais do que um advogado. É preciso que ele seja, também, um estrategista com visão sistêmica, e que entenda, não apenas de leis, mas de negócios. Afinal, seu trabalho muitas vezes estará focado na estratégia de negócio de uma empresa. 

Por isso, investir em conhecimentos sobre gestão e empreendedorismo é uma de nossas dicas de como ser um bom advogado tributarista. 

Mostrar aos potenciais clientes que entende de finanças, contabilidade, fluxo de caixa e até gestão de pessoas facilita a formação de alianças sólidas e torna o trabalho muito mais fluido. 

4. Crie vínculos com instituições de credibilidade

Contratar um bom advogado tributarista é uma das principais preocupações das empresas. Isso porque o profissional terá acesso a informações extremamente confidenciais e estratégicas para o negócio. Tomadas de decisão equivocadas por parte do profissional podem acarretar em prejuízos inimagináveis para as organizações. 

Por isso, como já era de se esperar, é comum que, antes de fechar negócio com o advogado, as empresas busquem referências e vínculos deste com instituições, escritórios e outros profissionais de credibilidade. 

Não perca oportunidades de realizar formações, participar de workshops, estágios e aprendizados com instituições e advogados renomados. Isso contará como fator positivo para o cliente, que entenderá seu vínculo como uma retificação de seus valores éticos, suas características e seu potencial enquanto profissional. 

5. Desenvolva habilidades de comunicação e memória

Essa é uma dica importante especialmente para quem está iniciando a carreira. Ao longo da graduação, certamente você percebeu a importância de saber se expressar com clareza e de memorizar informações jurídicas de uso frequente, certo?

Ao longo da vida profissional, isso se tornará ainda mais recorrente.

Portanto, aproveite o início da carreira para desenvolver habilidades e técnicas que facilitem a boa comunicação (como táticas de oratória, comunicação não-violenta, análise do discurso, entre outras) e que gerem gatilhos para memórias importantes, como a legislação tributária e a doutrina correlata. 

6. Saiba utilizar as novas tecnologias a seu favor

Essa é uma das mais valiosas dicas que você vai encontrar sobre como ser um bom advogado tributarista: saiba aliar novas tecnologias à sua rotina de trabalho. Como todo advogado atualizado sabe, o direito está passando por uma grande transformação, entrando numa nova era digital. Longe de “substituir” o advogado, as novas tecnologias têm um enorme potencial para poupar tempo, gerar eficiência e melhorar a qualidade dos seus serviços para seu cliente. 

A plataforma da Turivius, por exemplo, integra soluções de pesquisa jurisprudencial inteligente, jurimetria e gestão do conhecimento jurídico em uma única ferramenta, focada em direito tributário.

É uma tecnologia que te permite investir seu tempo no que realmente importa: estudar teses jurídicas novas e atender melhor o seu cliente. É ideal como uma introdução ao mundo jurídico digital na sua jornada rumo a ser um bom advogado tributarista. 

Quer entender mais sobre como funciona a solução da Turivius para a rotina do advogado ou do escritório de direito tributarista? Então peça um período de teste e conheça todas as funcionalidades oferecidas!

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Departamentos jurídicos

Entenda a importância do departamento jurídico na empresa

O departamento jurídico é um dos setores com mais interfaces dentro das O departamento jurídico é um dos setores com mais interfaces dentro das empresas, estabelecendo diálogos desde o setor de compras até o de marketing. Diante de uma perspectiva como essa, já é possível imaginar a importância do departamento jurídico na empresa, não é mesmo?

A área, que orienta a empresa sobre práticas e processos, possui um papel fundamental para a manutenção da estratégia corporativa e para a busca por resultados positivos.

A seguir, vamos falar um pouco sobre as principais atribuições do departamento jurídico na empresa e as expectativas do mercado para os profissionais do setor.

Qual a importância do departamento jurídico na empresa?

Muito se engana quem pensa que o departamento jurídico é um setor reativo, que apenas responde a problemas já ocorridos. Na verdade, a importância do departamento jurídico reside justamente em seu comportamento proativo.

O bom setor jurídico é capaz de atuar como um verdadeiro assessor, identificando, em cada setor, oportunidades de melhoria de processos que poderiam acarretar em prejuízos para a empresa, atuando na redução de conflitos e alinhando procedimentos estabelecidos por lei.  

O que faz o departamento jurídico?

Para reforçar a importância do departamento jurídico na empresa, listamos algumas das atribuições dos profissionais do setor. Observe como elas podem ser amplas e estratégicas!

1. Faz negociações

Evitar processos para a empresa é um dos grandes (mas não o único) objetivos do departamento jurídico.

Um setor que opera de forma sistêmica e com visão do todo é capaz de atuar preventivamente resolvendo pequenos conflitos de forma amigável, fazendo negociações e identificando casos de descumprimento das leis.

2. Avalia e valida contratos e fornecedores

Uma das atribuições mais clássicas do departamento jurídico é a validação de contratos e fornecedores.

Quando bem feito, esse processo pode reduzir riscos processuais e servir como uma ferramenta útil para projeções e ajustes futuros no relacionamento com os fornecedores.

A avaliação criteriosa de contratos e fornecedores concede ao gestor da área todos os insumos necessários para tomar decisões capazes de evitar prejuízos para a empresa, como modificar cláusulas contratuais e estabelecer acordos com parceiros.

3. Protege informações

Essa é uma tarefa conjunta que engloba responsabilidades compartilhadas entre os setores jurídico, de recursos humanos e tecnologia da informação.

Aqui, o objetivo é elaborar e zelar pelo cumprimento das políticas de segurança da informação.

O papel do jurídico, nesse caso, é auxiliar os demais setores no gerenciamento e validação das condutas internas propostas, determinando permissões de acesso aos dados da empresa de forma coerente com as normas e regimentos internos.

4. Obtém e mantém certidões negativas e certificações

O departamento jurídico também trabalha em questões essencialmente burocráticas, com o objetivo de obter e manter os certificados de regularidade fiscal, como as certidões negativas e NBRs (Normas Brasileiras), que atestam a qualidade dos produtos e serviços da empresa e ajudam a aumentar sua rentabilidade no mercado.

Tais certificações são essenciais para possibilitar a prestação de determinados serviços, e significam a aprovação da empresa por órgãos reguladores ou agência fiscalizadora.

5. Presta consultoria

Ter um departamento jurídico com conhecimento aprofundado sobre a legislação brasileira é uma das provas da importância do setor jurídico na empresa.

A base teórica dos profissionais, aliada à sua capacidade de organização e consolidação de informações, faz com que eles sejam importantes aliados como consultores em atividades como:

  • elaboração de contratos;
  • garantia do cumprimento das leis trabalhistas;
  • proteção contra passivos trabalhistas; 
  • realização de procedimentos tributários junto ao fisco, e em consonância ao complexo sistema de tributação nacional;
  • garantia de que todas as operações e investimentos da empresa ocorram de acordo com a lei. 

O que a empresa espera do profissional do departamento jurídico? 

Como você pôde perceber ao longo deste conteúdo, a importância do departamento jurídico na empresa vem se consolidando na medida em que o setor se firma como uma área estratégica, não se prestando exclusivamente a resolver problemas postos.

O setor jurídico da atualidade preza pela rotina jurídica, mantém a empresa em conformidade com os aspectos legais e aconselha os demais setores a adotarem práticas que fortaleçam o posicionamento de solidez da empresa no mercado tributário.

Pensando no “novo” papel do departamento jurídico, propomos aqui um questionamento: o que as empresas esperam dos profissionais que compõem uma área que passa por essa importante reinvenção? 

A resposta é: dinamismo

Para se tornar um profissional adequado ao novo perfil do setor, o advogado precisa ir além do conhecimento em jurisprudência. É preciso também ter visão de negócio e pensar como um empreendedor.

Para isso, é essencial ter, antes de qualquer coisa, a mente aberta para novos aprendizados. Isso inclui cursos na área de novos negócios, empreendedorismo, marketing e gestão.

Aliado a tudo isso, é importante salientar também a importância de se manter atento às novas tecnologias que agreguem na qualidade e produtividade do setor, para que este sirva como um propulsor para as demais áreas da empresa.

Para saber mais sobre como levar novas tecnologias para o departamento jurídico da sua empresa, faça o download gratuito do nosso e-book “Modernizando seu departamento Jurídico”. 

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